Marcos da Farmácia justifica moção contrária à liberação das drogas no Brasil

Marcos da Farmácia - 21.08.2017

22/08/2017 – Em pronunciamento na Câmara, na segunda-feira (21), o vereador Marcos da Farmácia (PSD) comentou o debate ocasionado pela moção de apelo 12/2017, de sua autoria, que é contrária à legalização das drogas no país e favorável à “Frente Nacional contra a liberação da maconha e da cocaína”. O documento, aprovado por unanimidade na sessão da semana passada, foi alvo de críticas por parte de alguns internautas, no Facebook.

“Eu respeito a opinião de todos. São pessoas inteligentes, que comentaram de uma maneira inteligente, ressaltando suas opiniões”, afirmou o vereador. Para Marcos, entretanto, a atual situação do Brasil deve ser levada em consideração. “Na semana passada, eu não justifiquei algumas coisas. Mas a questão da moção é mais pela falta de condição do nosso país”, disse, citando notícias relacionadas à atual crise política e também a problemas de segurança pública.

“São coisas que afetam a população inteira. Nosso país está sem direção, praticamente abandonado. O presidente [Michel Temer] não quer perder sua função, e as coisas vão acontecendo”, afirmou. O vereador citou dados de segurança pública – como a alta taxa de homicídios no Brasil; o aumento do número de policiais assassinados no Rio de Janeiro, este ano; e o sucateamento da polícia, dentre outros.

“Essas são apenas algumas situações, que abrangem um país sem direção e sem rumo”, disse Marcos, mencionando ainda outras notícias veiculadas na imprensa, como a redução, em R$10 reais, do salário mínimo previsto para 2018, o cancelamento do campeonato de basquete, no Rio de Janeiro (cidade que sediou as Olimpíadas, recentemente), por suposta falta de ginásio. “Fronteiras abertas, sem nenhuma fiscalização. Essas são apenas algumas situações”, disse.

Para Marcos da Farmácia, a comparação do Brasil com países menores, como o Uruguai (onde o consumo da maconha foi liberado em 2013) também é equivocada. “O Uruguai é um país pequeno, onde as situações são resolvidas imediatamente devido à pequena extensão”, disse. “A liberação tanto da maconha quanto da cocaína no país em que vivemos seria a condenação de todos os nossos filhos e netos”, concluiu o vereador, no discurso.

Agradecimentos

No pronunciamento, Marcos também agradeceu a presença, em plenário, dos vereadores licenciados Murilo Rinaldo (secretário de Defesa Civil) e Everaldo de Morais (diretor de Trânsito). Agradeceu ainda o apoio dos secretários Miguel Padilha (Meio Ambiente), Eduardo Lima Junior (Finanças), Vilson do Amaral (Obras), Marli Brischi (Educação), e da funcionária da área da saúde Priscila Lauria.

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